EDUARDO FELDBERG

          Um cara cristão...

Versões das Escrituras

Por Eduardo Feldberg - Abril/2005 (Revisado em Maio/2013)

 

Calcula-se que circulam pelo mundo traduções das Escrituras, ou de partes delas, em mais de 2.000 línguas, e neste artigo, escreverei rapidamente sobre algumas das versões e traduções mais usadas, ou que mais influenciaram o mundo na Era Cristã. O texto bíblico foi originalmente manuscrito por meio de papiros e pergaminhos, e há milhares de textos originais relacionados às Escrituras. Alguns destes textos apresentam pequenas divergências entre si, ou dão mais de uma possibilidade de tradução, e isso justifica a diferença que pode haver entre uma versão e outra. Isso sem contar os diferentes tipos de linguagem empregados em cada versão. Algumas são mais tradicionais, outras são adaptadas para jovens, outras, voltadas para o leitor mais moderno, eliminando termos mais arcaicos, típicos de versões mais antigas. Confira comigo algumas destas principais versões e traduções de diversos idiomas, mais ou menos em ordem cronológica:

 

 

Versão Samaritana

 

Samaria era antiga capital do território que compreendia as dez tribos. A versão original compreendia apenas o Pentateuco Samaritano, e foi escrita séculos antes de Cristo, portanto não se deve confundir o antigo Pentateuco Samaritano com a versão moderna.

 

 

Versão Caldaica

 

A versão caldaica foi feita para os judeus que voltaram do exílio babilônico, e que já não entendiam o idioma de seus antepassados. Como eles ficaram muitas décadas fora de suas terras, esqueceram seu idioma original (hebraico), e passaram a se comunicar em aramaico, língua difundida e praticada naquela região. Quando voltaram do exílio, valeram-se dos targuns, que são trechos das Escrituras hebraicas traduzidos e parafraseados para o novo idioma deles. A região caldéia compreendia o sul da Mesopotâmia, e tanto os mesopotâmios quanto os babilônicos chamavam assim a região que hoje conhecemos como Palestina e Iraque. Os targuns datam do século V a.C.

 

 

Versão Grega

 

A tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego é denominada “Septuaginta” (também conhecida como LXX, ou “70” em latim), pois foi preparada num espaço de setenta anos por um grupo de 72 anciãos judeus escolhidos por Ptolomeu II, rei do Egito, em Alexandria, 270 a.C. Era a Bíblia nos tempos de Cristo e foi elaborada e traduzida especificamente para judeus alexandrinos que falavam grego, devido ao helenismo, movimento dominante da época.

 

 

Versão Latina

 

O latim era não apenas a língua dos romanos, mas também a língua oficial dos países que foram dominados por eles. O Novo Testamento foi escrito em grego, e há mais de cinco mil manuscritos do Novo Testamento neste idioma, que posteriormente foram compilados e traduzidos para o latim. As duas principais versões latinas são:

 

  • Latim Antigo: Escrita a partir do ano 150, dividiu-se em três categorias: Africana, Europeia e Italiana (espécie de revisão das duas anteriores);

  • Vulgata: No ano 382, o Papa Damaso confiou a seu assistente, Jerônimo, a tarefa de produzir uma versão latina autorizada, a fim de eliminar a confusão que surgira naquele idioma com respeito aos manuscritos do NT. Jerônimo (o atual “São Jerônimo”), utilizando vários antigos manuscritos gregos e latinos, incumbiu-se de pôr em ordem a versão latina, dando a essa compilação o nome de Vulgata, que significa Comum, por ser agora um texto acessível a todo o povo, e não apenas à nata social. A Vulgata foi a principal versão bíblica em latim, e a que mais influenciou traduções posteriores. Diversos povos transcreveram sua própria tradução para o idioma vernáculo, isto é, o idioma próprio do país, baseando-se na Vulgata. A Vulgata foi revisada por Clemente VIII, em 1592, e até hoje é a Bíblia oficial da Igreja Católica Romana.

 

 

Versão Siríaca

 

As versões siríacas surgiram por volta do ano 250, um século depois da versão latina. Os eruditos distinguem quatro versões da versão siríaca: Siríaca Antiga, Peshitto (ou Vulgata Siríaca), Filoxeniana (ou Harcleana) e Palestina.

 

  • Siríaca Antiga: Esta versão data dos séculos IV ou V, mas não sobreviveu ao passar do tempo e se extinguiu;

  • Peshitto: Foi elaborada no final do século IV, a fim de suplantar as versões divergentes e contraditórias da versão Siríaca Antiga. De certa forma, a Peshitto teve a mesma função da Vulgata: Aperfeiçoar sua versão anterior, e torná-la mais fielmente acessível ao povo;

  • Filoxeniana ou Harcleana: Originada com Filoxeno, bispo de Mabugue, em 508 d.C., e reeditada por Tomás de Harklel;

  • Palestina: Datada do século V, tem-se pouca informação a respeito desta versão.

 

 

Versão Egípcia

 

Também conhecida como Versão Cóptica, a versão mais recente das Escrituras no Egito foi escrita inicialmente em hieróglifos. Com o passar do tempo, e o início da Era Cristã, a versão foi revista e empregaram-se nela caracteres gregos como símbolos. No tocante aos manuscritos do Novo Testamento, foi escrita em dois dialetos, dependendo de sua localização:

 

  • Saídico, do sul do Egito, datado do século III;

  • Boárico, do norte do Egito, que data do século IV em diante.

 

Dessas duas traduções surgiram diversas outras versões que circulam até hoje.

 

 

Versão Etíope:

 

O cristianismo entrou na Etiópia pelos esforços de dois escravos: Frumentio e Edésio de Tiro, enviados ao rei no século IV. É a eles que se atribui a versão etíope, usada pelos primeiros cristãos e missionários daquele país.

 

 

Versão Gótica

 

A versão gótica remonta aos Godos, antigo povo da Germânia. Os Godos eram divididos em Ostrogodos (legião do leste) e Visigodos (legião do oeste), e a principal versão gótica foi fundamentada com base na Septuaginta, por Ulfilas, um bispo dos Ostrogodos, por volta do ano 360.

 

 

Versão Armênia

 

O idioma armênio tem cerca de dois mil manuscritos catalogados. Das versões existentes, destacam-se três:

 

  • Versão de Miesrob: Datada do século V, Miesrob foi um soldado que se tornou missionário cristão e a ele é dado o título de originador da primeira versão armênia;

  • Versão Georgiana: Pouco conhecida, é datada do século VI;

  • Versão de Zohrab: Datada do início do século XIX.

 

 

Versão Árabe e Persa

 

Alguns poucos manuscritos têm sido preservados nesses idiomas. Constam apenas algumas versões feitas por escritores diversos, entre os séculos VII e XII.

 

 

Versão Eslava

 

Referente aos povos eslávicos, que se dividem em três grandes grupos: Eslavos Ocidentais (polacos, tchecos, eslovacos), Eslavos Orientais (russos) e Eslavos Meridionais (búlgaros, sérvios, croatas, eslovenos). A versão Eslávica mais influente foi a dos irmãos Cirilo e Metódio, missionários da Bulgária e Morávia (região da Europa Central que atualmente forma a parte oriental da República Tcheca), escrita na língua búlgara antiga, em meados do século IX.

 

 

Versão Inglesa

 

O idioma inglês, assim como o português, é um dos que têm mais versões e traduções. Entre elas, destacam-se:

 

  • Versão de John Wycliff: Finalizada em 1382, a primeira tradução para o inglês trouxe alvoroço, pois seus textos rejeitavam muitos ensinamentos da Igreja Católica. Por isso, seu compilador e tradutor, Wycliff, é considerado um dos mais importantes precursores da Reforma Protestante, que sacudiu o mundo nos séculos XV e XVI. Wycliff e seus textos inspiraram muitos a confrontarem os abusos e incoerências da Igreja Romana, trazendo à luz o grande movimento reformista;

  • Versão de William Tyndale: Finalizada em 1525, foi uma espécie de tradução de leitura simplificada. Segundo ele, seria uma tradução que “até uma criança poderia ler e compreender”. Tyndale viveu num período de grandes revoltas, e é considerado um mártir, por ter sua vida e todo seu material queimados numa fogueira;

  • Versão de Coverdale: Datada de 1535, foi a primeira versão impressa da Bíblia. Antes dele, todas as Bíblias eram escritas a mão!

  • King James: Na Reforma Protestante, o Rei James ordenou que traduzissem uma versão bíblica para o inglês, da melhor forma possível. Esta tradução foi impressa em 1611, e é considerada por alguns como a melhor tradução bíblica já feita, além de ser para muitos a principal tradução inglesa das Escrituras;

  • Versão Revista (Britânica): Popularizou-se a partir de 1885;

  • Versão Revista Clássica: Apareceu em 1952;

  • Nova Bíblia Inglesa: Surgiu em 1961.

  • NIV - New International Version: Surgiu em 1978, preparada por um grupo de 100 biblistas evangélicos. Possui a palavra International em seu nome, pois visa alcançar e ser utilizada por todos os países de fala inglesa;

  • New King James: Uma espécie de atualização da King James, com palavras e termos mais fáceis e modernos.

 

 

Versão Alemã

 

A primeira tradução alemã também foi baseada na Vulgata, no século XIV, mas teve pouquíssima circulação. Os alemães queriam uma versão baseada nos textos originais, pois essa primeira tradução estava escrita em um alemão meio latinizado, e muitos não a compreendiam. Foi então que Lutero, grande erudito em hebraico e grego, traduziu a Bíblia baseando-se diretamente nas línguas originais, em 1532. É a chamada Bíblia de Lutero, que se tornou a base fundamental para a tradução bíblica para o sueco (1541), dinamarquês (1550), islandês (1584), holandês (1560) e finlandês (1642). Outra versão, de Wette apareceu em 1839, mas a principal versão alemã ainda é a de Lutero.

 

 

Versão Francesa

 

Antes da Reforma existiam muitas versões de partes das Escrituras em francês, mas a primeira Bíblia completa para este idioma foi traduzida por Guiars dês Moulins, impressa em Paris, em 1487. Atualmente, a mais importante Bíblia neste idioma é a chamada La Bible de Jérusalem (Bíblia de Jerusalém). Por volta de 1942, o Papa Pio XII incentivou o trabalho de traduções mais exatas da Bíblia. Aproveitando o ensejo, um frei parisiense valeu-se de sua influência em um instituto de pesquisas bíblicas de Jerusalém, e solicitou que fizessem uma nova tradução baseada diretamente nos idiomas originais, e não na Vulgata, como até então tinham feito no meio católico. Esta versão completa foi publicada em 1956. Como os pesquisadores eram profundos conhecedores da história, cultura e descobertas arqueológicas, acrescentaram algumas notas e introduções nesta Bíblia, tornando-a muito requisitada em diversos países. Por isso, a Bíblia de Jerusalém é uma das versões mais traduzidas para outros idiomas, isto é, há a Bíblia de Jerusalém em Português, Bíblia de Jerusalém em inglês, e diversos outros idiomas que fizeram a tradução baseada na Bíblia de Jerusalém original, isto é, em francês.

 

 

Versão Italiana

 

Como o italiano é o idioma mais parecido com o latim, a maioria dos italianos se baseia nas versões latinas, porém, duas versões em idioma próprio italiano se destacaram:

 

  • Versão de Antonio Braccioli: Apareceu em 1530;

  • Versão de Giovanni: Apareceu em 1607.

 

 

Versão Portuguesa

 

O idioma português também teve diversas traduções, versões e atualizações das Escrituras. Vou comentar algumas:

 

  • Primeira Versão Incompleta de Portugal: A primeira tradução de qualquer parte das Escrituras para o português lusitano foi realizada sob as ordens do Rei de Portugal Dom Diniz. Esta contava apenas com os vinte e sete primeiros capítulos de Gênesis, tendo sido baseada na versão Vulgata. A obra data-se de 1300;

  • Segunda Versão Incompleta de Portugal: Esta tradução foi ordenada pelo rei Dom João I, por volta de 1400. Compreendeu somente os Evangelhos, Atos e as cartas paulinas. Feita por padres católicos, também foi baseada na Vulgata. Ao fim da tradução, o próprio rei decidiu traduzir também o livro de Salmos;

  • Versão Novo Testamento: O primeiro Novo Testamento completo em português foi traduzido por Gonçalo Garcia de Santa Maria, entre 1495 e 1505, por ordem da rainha Leonora;

  • Versão João Ferreira de Almeida: João Ferreira de Almeida nasceu em 1628, em Portugal. Tendo sido criado num contexto católico, logo aos 14 anos, converteu-se ao protestantismo, e cheio de zelo pelas coisas de Deus, tornou-se pastor protestante, aproveitando sua erudição em grego e hebraico para traduzir a Bíblia para o português, diretamente destes idiomas, ao contrário dos tradutores anteriores, que sempre se baseavam na Vulgata. Almeida traduziu primeiro o Novo Testamento, publicando-o em 1681. Sua tradução foi baseada em manuscritos muito antigos e falhos, portanto, a princípio, apresentou alguns erros linguísticos, de forma que o próprio Almeida compilou posteriormente uma lista com mais de dois mil erros nesta versão. Muitos desses erros foram feitos pela comissão holandesa, que, ao publicar a versão, “adaptou” algumas palavras. Almeida faleceu em 1691, e até então, tinha traduzido o Antigo Testamento até o livro Ezequiel. Seu colega de trabalho, Jacobus, finalizou a tradução, entregando a Bíblia completa de Almeida em 1753. Mesmo contando com inúmeros erros linguísticos, tanto devido às edições quanto às correções, foi a tradução mais aceita pelos protestantes de fala portuguesa. Após a Reforma, a tradução original de Almeida foi a décima terceira versão a ser escrita para um idioma moderno. Vale lembrar que estamos falando de um português lusitano, isto é, de Portugal, por enquanto;

  • Versão Antonio Pereira de Figueiredo: Figueiredo foi o responsável pela primeira tradução da Bíblia inteira para o português baseada na Vulgata. Nascido em Portugal, em 1725, levou dezoito anos para concluir seu trabalho, finalizando-a por volta de 1790. Esta versão foi editada no Brasil em 1864, sendo a primeira Bíblia completa publicada em nosso país! Essa tradução, a início, foi aprovada e usada pela Igreja de Roma, porém, algumas notas feitas pelo tradutor foram condenadas pelos católicos, levando-a a uma reedição em 1904, por outro padre. A linguagem de Figueiredo era superior a de Almeida, pois Figueiredo era ainda mais culto que João Ferreira. Sua versão, porém, apresentou a desvantagem de não representar o melhor do texto do Novo Testamento, devido a sua influência latinizada. Sua versão foi publicada um século depois da versão de Almeida;

  • Tradução Brasileira: A primeira versão brasileira (não “portuguesa de Portugal”) de toda a Bíblia foi editada em 1917, sob a coordenação de William Brown. Sua grande vantagem era a melhoria e adaptação em relação à ortografia portuguesa da época, mas mesmo assim, essa tradução nunca foi muito popular e caiu em desuso, não sendo mais impressa;

  • Versão Novo Testamento Brasileira: A versão do padre Humberto Hodhen, publicada em 1930, contando apenas com o Novo Testamento, foi a primeira versão da Bíblia em Português Brasileiro traduzida diretamente do grego;

  • Versão Matos Soares: Esta é a versão mais usada pelos católicos. Traduzida pelo Padre Matos Soares, foi baseada na Vulgata e em 1932, recebeu apoio papal. Quase metade dessa tradução contém notas com explicações dos textos entre parênteses, notas estas que contêm dogmas católicos, devido à influência natural do tradutor;

  • Versão Almeida Revista e Corrigida (ARC): Trabalho de uma comissão que agiu sob a liderança da Sociedade Bíblica Brasileira, iniciado em 1898. A linguagem foi muito melhorada, com relação à versão original de séculos atrás, e foram tirados termos lusitanos, dando um ar mais abrasileirado. Foi baseada na versão de Almeida, porém, com consultas aos manuscritos gregos mais recentes, e também em alguns textos críticos do início da Era Cristã. A base do texto grego dessa revisão é muito superior àquela usada por Almeida, em sua tradução original. A ARC foi revista e teve quatro edições: 1898, 1969, 1995 e 2009;

  • Versão Almeida Revista e Atualizada (ARA): A ARA é quase que uma revisão da ARC, porém, feita com base em manuscritos diferentes daquela. Como há muitos manuscritos, e muitas vezes diferentes manuscritos de um mesmo texto, é possível se basear em mais de um deles, que embora não contenham nenhuma diferença essencial, podem apresentar pequenas alterações superficiais, mas que geram certa mudança na tradução. Conforme os tradutores, estudiosos, editores e consultores, essas pequenas diferenças superficiais não geram nenhuma alteração nos elementos centrais da vida cristã. Sua primeira edição completa foi publicada em 1959;

  • Bíblia de Jerusalém: Trata-se da tradução da La Bible de Jérusalem (Ver “Versão Francesa”), publicada em 1981;

  • NTLH - Nova Tradução na Linguagem de Hoje: Lançada pela SBB, tenciona alcançar o povo mais simples, evitando termos complexos e palavras difíceis. Foi a primeira tradução completa da Bíblia feita por iniciativa da SBB, e, segundo os consultores de tradução, ela foi tão bem produzida e estudada que merece ser vista como uma realmente nova tradução bíblica, e não apenas como uma revisão de outra versão. Após doze anos de estudos dos manuscritos originais, ela veio às livrarias no ano 2000. O que mais a diferencia das demais é sua linguagem comum e contextualizada.  Esta versão é, de certa forma, desprezada por alguns leitores, devido à linguagem mais dura, menos poética e às vezes insensível, porém, vale lembrar que essas críticas são fundamentadas em comparações com as outras traduções, e não com os textos originais;

  • NVI – Nova Versão Internacional: Uma das mais recentes traduções da Bíblia para o português, foi elaborada por um grupo coordenado pelo linguista e teólogo Luiz Sayão. A ideia foi traduzir a Bíblia com a mais minuciosa clareza, fidelidade aos textos originais e beleza de estilo, de forma a agradar aos leitores, sem provocar estranheza, nem abandonar o sentido dos textos originais. Esta filosofia já havia sido adotada pelos norte-americanos, em sua tradução NIV, e os brasileiros decidiram traduzir uma versão com este mesma característica. O projeto foi finalizado em 2001, baseando-se nos textos originais, sem influências de outras versões;

  • A Mensagem – Bíblia na Linguagem Contemporânea: Talvez a mais recente versão bíblica para português, trata-se de uma tradução da versão The Message, do pastor norte americano Eugene Peterson. É uma tradução extremamente contemporânea, adaptada para o contexto atual, o que provoca sérias reações em que a lê a primeira vista. O objetivo desta versão não é substituir as demais, mas complementar, auxiliando o leitor a compreender a ideia dos textos e passagens originais. A versão inglesa foi concluída em 2002, e a portuguesa chegou ao Brasil por volta de 2011.

 

 

Interessante: Fora estas versões e traduções na língua portuguesa, há muitas opções de Bíblias de Estudos no mercado. Bíblias de Estudos contém notas, informações e explicações nas laterais ou rodapés, além de estudos específicos sobre temas bíblicos, e por aí vai. Porém, você deve atentar que estas notas e informações vão de encontro às interpretações do autor que fez os estudos, podendo não representar fielmente o verdadeiro sentido do texto original. Há Bíblias com abordagens específicas, como a Bíblia de Estudo Pentecostal, a de Bíblia de Genebra, a Bíblia de Estudo NTLH, a Bíblia de Estudo NVI, e dezenas de outras, porém, importa que o leitor sempre ore e deixe que o Espírito Santo ilumine sua mente e traga a revelação, em vez de simplesmente aceitar tudo o que os escritores consideram como verdadeiro. A Bíblia de Estudo ajuda muito, mas contém informações subjetivas de seus escritores!

 

 

Versão Espanhola

 

Por volta de 1569, o espanhol Cassiodoro Reyna fez uma tradução completa da Bíblia para o espanhol, e alguns anos depois, em 1602, outro espanhol chamado Cipriano de Valera fez uma revisão dela. O resultado foi a versão até hoje mais importante e divulgada neste idioma: Versão Reina-Valera.

 

 

Versão Chinesa

 

Entre os grandes tradutores da Bíblia, a versão de Robert Morrison se destacou na China, por volta do ano 1800.

 

 

Versão Indiana

 

O missionário Guilherme Carey fez uma tradução para os indianos e para mais de 30 outras línguas, sendo considerado o mais importante e prolífico tradutor da Bíblia que já existiu! Calcula-se que todas as traduções feitas por este erudito em idiomas beneficiou mais de 1/3 da população mundial! Ele viveu entre 1761 e 1834.

 

 

Que a cada dia, mais povos, tribos, raças, aldeias e culturas tenham acesso às Sagradas Escrituras, e que eu e você possamos nos envolver com este tão maravilhoso trabalho de tradução, ou então investir em pessoas e instituições quem se comprometem com isto, a fim de que outros tenham o mesmo privilégio que nós, de poderem ler e meditar nas Palavras do Senhor, e terem seus caminhos iluminados por elas a qualquer momento!

 

 

“Oh, quanto amo a Tua Lei. Nela medito o dia todo!” - Salmos 119.97

 

 

 

               

Eduardo Feldberg

www.eduardofeldberg.com.br

 

 

"Que se apaixonem por Jesus ao estarem com você!"